segunda-feira, 31 de outubro de 2011

LIÇÕES ENCONTRADAS NO LIVRO DE ÊXODO

Deus vê o seu povo. O sofrimento do povo de Deus nunca lhe passa desapercebido (3.7). Ele vê que sofremos. Ele se encontra com o crente necessitado. Os homens podem fugir de um necessitado, por julgá-lo incômodo. Deus vai ao encontro do necessitado.

Deus se revela ao seu povo. Ele nos revela o seu caráter(3.14). Assim podemos saber como ele é. Mas, revela também o seu propósito para nós(v.18). Assim podemos saber o que espera de nós. Não lidamos com um Deus que é uma incógnita e tampouco com um Deus sem propósito para nós. É possível saber quem ele é e o que espera de nós.

Deus merece seriedade do seu povo. É preciso tirar as sandálias dos pés(3.5). Ver-se como um inferior diante de Deus. Altivos e arrogantes não conseguem nada dele. A maneira de que o homem se chegar a ele é ditada por ele, e ele deixa claro que só se pode conhecê-lo pela atitude de servo. Lidar com Deus é algo sério. Por isso que a atitude de reverência diante dele é recomendável.

O fiel deve servir a Deus. Vemos a obediência de Moisés e aprendemos que Deus precisa de servos fiéis para o cumprimento do seu propósito(4.1). Deus tem um plano para uma igreja e para este mundo. Onde estão os fiéis?

Deus avisa os impenitentes. Deus não começou pelas pragas. Começou pelo diálogo(4.1). Mas, os homens que desprezam o que Deus fala são punidos por ele. Ouvir a Palavra é vida. Não ouvir a Palavra é ser julgado por ela. É preciso dar atenção à Palavra de Deus.

O incrédulo arrogante é punido por Deus. Poderia até ser uma boa desculpa(não conheço o Senhor 4.2).Mas, o pior é que além de não conhecer o Senhor, não manifestou quaisquer interesse de conhecê-lo. É o homem que se recusa a aprender de Deus e acaba achado em luta contra ele.

Deus não tem preconceitos contra idades. Servir a Deus não é questão de idade(7.7). É questão, sim, de disponibilidade, de vontade. Qualquer que seja a nossa idade, podemos ser úteis a Deus.

Deus é grande em misericórdia. Mesmo no meio do juízo, Deus mostra misericórdia(9.15).

Deus tem propósitos para este mundo(9.16). Não é um Deus caprichoso, mas sem propósito moral, sem vontade, como as pseudo-divindades pagãs. A sua ação nunca é irrefletida, mas visa um fim. A nossa salvação foi um ato planejado desde a eternidade.

Deus deseja ser conhecido de todo o mundo(9.16)Ele pode ter seu nome anunciado por todo o mundo, por atos positivos, e não apenas por motivos, e não apenas por juízos e pragas. Compete a nós, sua igreja, seu povo, tornar o seu nome conhecido em todo o mundo, pela pregação e pelo testemunho.

A salvação é pelo sangue. Não era pelos méritos dos israelitas(12.23) não era pelas suas obras. Era pelo sangue de um cordeiro, tipificando a obra de Cristo.

A salvação deve ser ensinada em casa (12.3,4,21,16,17). Falham os pais que deixam para o púlpito e a para os professores da EBD a tarefa de evangelizar seus filhos.

A salvação deve ser rememorada(12.25). A páscoa instruiu a postura dos hebreus em um evento, mas não deveria restringir-se à história passada. Deveria ser recordada. Nós, os cristãos, também não podemos esquecer à nossa páscoa nem o cordeiro. Por isso, devemos celebrar, com júbilo e coração grato, a Ceia do Senhor.

A forma de agir dos crentes claudicantes (14.11,12). Diante de um problema, crentes claudicantes agem com murmuração. Este é um pecado encontradiço em nosso meio: crentes queixosos, amargos, poucos dispostos a fazer algo, mas dispostos à reclamação.

A forma de agir dos incrédulos(14.5). Com incredulidade e esquecimento dos atos de Deus. Agem com hostilidade ao povo de Deus e ao próprio Deus. Agem pensando em seu bem-estar econômico, pensando no serviço que os outros podem prestar-lhes.

A forma de agir dos crentes fiéis(14.13,14). Com confiança absoluta. Sabem que Deus peleja por eles. Não temem. E obedecem às ordens divinas. Não queixam nem esperam vantagens pessoais, mas buscam servir.

A forma de Deus agir(14.31). Cumpre seu propósito e glorifica o seu nome. Ele se glorifica no incrédulo, cala o crente queixoso e exalta p crente fiel. Ele está acima do crente, do incrédulo e do reclamador. Aprendemos isso dele.

Deus cuida de nós(15.16). Ele cuidou de Israel porque este era o povo adquirido. Nós somos o seu povo. A igreja de Jesus Cristo é o novo povo de Deus. Ele tem cuidado da igreja e nunca a deixou em falta.

Deus merece o louvor do seu povo. O cântico de Moisés apresenta dois motivos pelos quais louvar a Deus. O que ele é e o que ele faz. Ele continua sendo o mesmo e não muda. Continua a fazer grandes coisas pelos seus.

Deus ainda tem coisas a fazer por nós(15.17). Quantos de nós pensamos no seu poder de Deus como algo no passado! Ele não é apenas o Deus que faz algo por seu povo. É o Deus que ainda faz e fará. Ele tem poder e ainda tem muito a fazer por nós.

Deus liberta o seu povo. Ele libertou Israel da escravidão e depois, da perseguição. Ele nos libertou da escravidão do pecado e pode libertar-nos da perseguição do inimigo das nossas almas. Sua libertação é uma obra completa.

Deus nos dá garantias quanto ao futuro. Havia a expectativa de Canaã porque houve o poder libertador do Egito. Quem tirou do Egito introduzirá em Canaã. O passado é a garantia do futuro. Deus tem excelente folha corrida. Nunca falhou. Seu atos poderosos de ontem são a melhor garantia de um amanhã tranqüilo. Podemos descansar em Deus. Não sabemos como será o futuro, mas sabemos que o futuro está em suas mãos. Confiemos. Porque sabemos o que houve não tememos o que haverá.

Muitas vezes o povo de Deus tem uma visão equivocada da vida. O povo sentiu saudades do Egito, idealizando aqueles dias como bons(16.3). Temos crentes com saudades do mundo? Temos crentes que quando chegam as provações acham que a escravidão do pecado era melhor? Isso é falta de bom senso.

Muitas vezes o povo de Deus é queixoso(15.23; 16.2; 17.2). Devemos evitar os resmungos e queixas. São manifestação de ingratidão. Isso é pecado.

A popularidade não pode ser o padrão para o líder. O fardo dos líderes é muito pesado, e nenhum deles erra de propósito. Devemos cuidar deles com mais amor, respeito e consideração. E nenhum líder deve ter a popularidade como padrão. O padrão é vontade de Deus se expressa na sua Palavra.

Nas nossas falhas, e apesar delas, Deus nos trata com misericórdia. Mesmo com queixas injustiças, Deus vai em socorro do seu povo. Ele sana as águas, põe uma mesa no deserto e faz brotar água da rocha. A um povo rebelde e queixoso, a sua resposta foi de amor e compaixão. Assim ele nos trata, apesar de todas as nossas falhas. Ele nos trata com misericórdia. E ai de nós se assim não fosse!

A igreja deve compreender que os atos de Deus corroboram a Palavra de Deus. A Bíblia não é um livro pensamentos religiosos ou de ensinos morais sadios, apenas. É a palavra de Deus, confirmada pelos seis atos poderosos. O Deus da igreja é o Deus que fez e ainda faz. É o Deus que tem poder. Não podemos conceituar Deus como apenas quem faz discursos, mas um Deus que atua. Ele ainda age.

A igreja deve compreender a extensão de sua vocação. Não caiamos no erro de Israel: a ausência de visão missionária e o orgulho moral insustentável. Deus não é a nossa propriedade. Fomos eleitos desde a eternidade para sermos seu povo e proclamarmos ao mundo a sua salvação. Nossa fé deve ser contagiante.

A igreja tem responsabilidades especiais diante de Deus. Não podemos portar-nos levianamente, faltando aos compromissos assumidos como Igreja de Jesus Cristo. Devemos obediência à palavra de Deus. Devemos selo pela sua santidade. E precisamos viver uma vida compatível com o caráter de nosso Pai. Devemos ser o modelo da nova sociedade que Deus está apresentando ao mundo. A igreja deve ser um padrão para os sem Cristo.

Deus é um ser moral(Êx.20). Não basta crer na existência de um Ser Supremo. Um Pai dos Espíritos, um Grande Espírito, não é necessariamente um Deus pessoal, o da Bíblia. Deus é um ser pessoal, que se revelou e nos deixou uma palavra. Deus tem propósitos morais para este mundo e para nós, sua igreja. Exige de nós amor e santidade. Não podemos ser levianos com um Deus moral. Ele pede de nós amor e respeito para com ele.

A vida é um dom moral. A vida não é apenas um processo biológico. Deve ser vivida sob a consciência de um Deus pessoal. A vida do próximo é sagrada. Por pior que seja ele, não podemos compactuar com sua morte por outros. O cristão, por isso, não aceita a pena de morte, nem o aborto. A família do próximo deve ser respeitada. A honra do próximo, que depois da sua vida é seu patrimônio maior, deve ser respeitada. Falta-se muito com o respeito à honra dos outros em nossos dias. Mas, na igreja não deve assim. Deus exige de nós amor e respeito para com o próximo.

A religião deve ser uma prática moral. Religião(em termos de fé professada) não é um pacote de conceitos, idéias ou regras humanas. A base da religião deve ser Deus e a sua palavra. Seu ensino deve centrar-se nos seus atos(e o maior deles é Jesus Cristo) e propósitos.

Os perigos de uma falta de liderança segura(32.1). Muitas pessoas confundem as cosias de tal modo que de um líder violento se diz que é firme. Não é isso. Quando o povo viu que Moisés se demorava, entrou em desalento. Arão não era um líder firme. Faltou-lhe determinação para repreender o povo. Cedeu e piorou as coisas. A falta de liderança espiritual segura prejudica a igreja, os líderes, sem serem ditadores, devem ter firmeza espiritual, com padrões bem definidos.

O perigo do culto sensual, com ênfase nos sentidos e não na fé(32.6). Tudo estava aparentemente certo: havia holocausto, havia a consciência de que se estava cultuando Javé(embora na forma do bezerro) e havia as danças que eram atos de culto. Mas era o culto dos sentidos e não da razão e da fé. Não basta adorar a Deus corretamente. Há cultos que aguçam os sentidos e não a espiritualidade. Terminam mal. Isso é triste, mas é real, e tem acontecido muitas vezes: há cultos que terminam em imoralidade e em erro.

A depravação espiritual do homem que o torna propenso à infidelidade espiritual para com Deus(32.7,8). A depravação espiritual do homem é muito forte. Nós todos estamos sujeitos a ela e ao desvio. Censurar os que erram pode ser uma forma de apaziguar a sua própria consciência.

A grande distância entre Deus e o homem(33.20). É uma distância moral e não geográfica. Não podemos presumir que Deus seja igual a nós. O Deus da Bíblia é o Transcendente.

A grande proximidade entre Deus e o homem(34.34). Contradição? Não! Também não podemos presumir que Deus seja de natureza tão elevada que não tenha querido chamar o homem para junto dele. Sua graça o fez revelar-se a humanidade. Ele nos falou por homens escolhidos. Ele se aproximou de nós através de Jesus Cristo.

O grande privilégio do cristão. Ninguém pode ver Deus face a face(33.20). Mas, o cristão verá a Deus e ao Cordeiro face a face.

A grande mensagem contida no nome de Deus(34.5-8). Quantos adjetivos e quanta riqueza do caráter divino! Só nos resta, ao contemplarmos o caráter de Deus tão grande como este, agir como Moisés: que se prostrou e o adorou.

Deus está com o seu povo na pessoa de Jesus Cristo(40.38). Deus moraria com Israel, através do tabernáculo. Hoje, Deus mora conosco, na pessoa de Jesus Cristo. Deus não mora mais em tendas, mas nos homens, através de Jesus Cristo.

O povo de Deus deve portar a Palavra de Deus como modeladora de sua vida(40.3). Israel deveria colocar no lugar de maior relevância no tabernáculo as tábuas da lei. O que Deus falou não pode ser desprezado. Isso nos chama a atenção para o valor que a Bíblia deve receber.

O grande valor do culto: nele Deus e o seu povo se encontram. Deus e o povo tinham um encontro marcado no culto.


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